não me fale de suas vidas fora daqui, já me é suficiente teorizar partes delas.
não compare nem me conte de seus amigos.
não me peça desculpas por tudo o que eu suporto.
mas me deixe em paz agora, longe de seu sofá preto, longe das persianas coloridas.
eu não consigo mais acompanhar os surtos de vocês.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
a gente ainda se perde pelas ruas, pedindo que a lua páre no céu e não nos deixe sozinhos, que adie a luz do sol e nos poupe do dia seguinte.
a gente ainda procura conforto, mas acaba confundindo com prazer.
ainda falta um nome no meio de tantas palavras, um nome saindo de alguma boca maliciosa. faltam buracos que nos façam tropeçar.
a gente ainda precisa um do outro.
a gente ainda procura conforto, mas acaba confundindo com prazer.
ainda falta um nome no meio de tantas palavras, um nome saindo de alguma boca maliciosa. faltam buracos que nos façam tropeçar.
a gente ainda precisa um do outro.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
se não é verdade, sou eu
me querendo enganar
tentando me convencer de que isso tudo não me afeta
que eu não preciso mais dessa merda
e que eram vocês
os errados
que não acreditavam na minha doença
nessa falta de controle
na dor em silêncio, na obsessão,
nos delírios dos dias
em que eu te via passar não muito longe
em que eu perseguia seu carro com outro motorista
mas não importa mais, não é?
porque eu nem preciso mais te ver
nem de longe, nem de perto
eu repito que não me afeta
só quando eu ainda quero.
me querendo enganar
tentando me convencer de que isso tudo não me afeta
que eu não preciso mais dessa merda
e que eram vocês
os errados
que não acreditavam na minha doença
nessa falta de controle
na dor em silêncio, na obsessão,
nos delírios dos dias
em que eu te via passar não muito longe
em que eu perseguia seu carro com outro motorista
mas não importa mais, não é?
porque eu nem preciso mais te ver
nem de longe, nem de perto
eu repito que não me afeta
só quando eu ainda quero.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
promessas jogadas
cobrindo meu corpo nu
durante o tempo livre que nós criávamos
palavras que, pra mim, não tinham
credibilidade
pelo costume, pela lógica que aprendi
nos cortes, na dor que se agarra
aos ossos
e te consome
promessas que eu acolho
não por inocência, não por esperança:
só pra sorrir um pouco.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
o olho que se cega pela mão que aponta pra longe
somos nós que nos comemos com dentes gastos pela raiva
dizendo molhado que não páre na porta
que atravesse logo a sala, o corredor,
eu.
somos nós que nos comemos com dentes gastos pela raiva
depois de tanto tempo na carne viva
daqueles olhos, é meu sangue
que agora pulsa e escorre por
nossas ruas brancas
com o vidro estilhaçado
me cobrindo o rosto
e me protejendo de toda essa nossa
indiferença
eu te encaro
eu te encaro
dizendo molhado que não páre na porta
que atravesse logo a sala, o corredor,
eu.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
desse amor estranho
sem regras
sem palavras concretas
que a gente grita noite adentro
(pra dentro e pra fora)
que a gente não explica nem tenta
apesar de tanta dúvida
que ninguém quer ver
mas ouve
porque nossa voz é mais alta na noite
vadia
porque nossa vontade, solta,
se espalha pelo vento
é dessa palavra sem sentido
que nós construímos
nosso significado
volátil.
sem regras
sem palavras concretas
que a gente grita noite adentro
(pra dentro e pra fora)
que a gente não explica nem tenta
apesar de tanta dúvida
que ninguém quer ver
mas ouve
porque nossa voz é mais alta na noite
vadia
porque nossa vontade, solta,
se espalha pelo vento
é dessa palavra sem sentido
que nós construímos
nosso significado
volátil.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
venho acordando no meio dos sonhos, com medo de me acostumar à sua voz, com medo de acordar e lembrar do pior.
eu acordo quando já é muito tarde, quando tudo o que eu queria estava na minha frente, no conforto do travesseiro ou no duro do chão. estava tudo ali. e eu acordo e imploro pra poder voltar ao mesmo lugar de antes, pra poder fechar os olhos e continuar de onde parei, fazendo força pra me ver lá, no meio, até o despertador tocar. ou mais.
mas nem os sonhos voltam no tempo. nem os sonhos, nem a gente, nem nada.
eu acordo quando já é muito tarde, quando tudo o que eu queria estava na minha frente, no conforto do travesseiro ou no duro do chão. estava tudo ali. e eu acordo e imploro pra poder voltar ao mesmo lugar de antes, pra poder fechar os olhos e continuar de onde parei, fazendo força pra me ver lá, no meio, até o despertador tocar. ou mais.
mas nem os sonhos voltam no tempo. nem os sonhos, nem a gente, nem nada.
terça-feira, 22 de junho de 2010
foi o tempo que tive
e os dias que passavam
em branco ou preto
sempre excessos
sempre demais, a inconseqüência que sabia muito bem o que fazer
o que deveríamos ter feito
juntos
ou, pelo contrário, o mais distante possível
o que ficou de mim em você
vice-versa
faca de dois gumes
raiva, fogo
e nosso sangue que vale mais que tudo isso
toda nossa casa feita de papelão
despedaçada pelo vento
que nós sopramos de mãos dadas, sem nem perceber
no final da noite é tudo nulo
é verdade, e você bem sabe que
there are no jokers in here
minha última desculpa é que
hoje falta poesia porque nosso tempo passou.
e os dias que passavam
em branco ou preto
sempre excessos
sempre demais, a inconseqüência que sabia muito bem o que fazer
o que deveríamos ter feito
juntos
ou, pelo contrário, o mais distante possível
o que ficou de mim em você
vice-versa
faca de dois gumes
raiva, fogo
e nosso sangue que vale mais que tudo isso
toda nossa casa feita de papelão
despedaçada pelo vento
que nós sopramos de mãos dadas, sem nem perceber
no final da noite é tudo nulo
é verdade, e você bem sabe que
there are no jokers in here
minha última desculpa é que
hoje falta poesia porque nosso tempo passou.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
um, dois, três quartos de noites
um quarto de porta aberta,
janela escancarada
e uma solidão esperando algo mais
frases engavetadas
no meio do suplício, do delírio inócuo
palavras perdidas dirigidas a
quem não quis ouvir
altares que renegam qualquer significado
e que louvam um ninguém
cheio de lembranças
vivendo por estórias
frases que começam com se
you're too young to feel that old.
um quarto de porta aberta,
janela escancarada
e uma solidão esperando algo mais
frases engavetadas
no meio do suplício, do delírio inócuo
palavras perdidas dirigidas a
quem não quis ouvir
altares que renegam qualquer significado
e que louvam um ninguém
cheio de lembranças
vivendo por estórias
frases que começam com se
you're too young to feel that old.
domingo, 6 de junho de 2010
você sabe que eu gosto de dor e de nós
por horas e horas a mesma música na cabeça que não me deixava dormir e eu pensava automaticamente fazendo discursos explicando minha vida nossa relação nossos anos e o que veio depois e o que você não sabe e provavelmente nunca vai saber
horas e horas de falação silenciosa de sexo imaginário num sofá afastado pra deixar vocês mais a vontade porque eu nunca quis atrapalhar e você bem sabe disso apesar de que talvez na sua imaginação eu seja uma destruidora de lares e de felicidade
eu sempre penso em destruir mesmo
o que não significa que eu acabe me rendendo aos meus desejos assim como você também consegue se conter porque isso é ser civilizado
não é?
e até hoje nós tentamos explicar pra nós mesmos o que foi tudo aquilo que aconteceu e o que nós somos no fundo
no mais fundo que você conseguir chegar.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
nós já fomos piores
por tantos motivos
bonitos
nós fomos além simplesmente
porque nos fazia sentido
mas não conseguimos ser
surdos
não conseguimos
ficar livres
e todos os olhares
nos reprovaram
até que
ficasse tudo perdido
jogado pelos cantos da memória
fazendo nossas
entranhas
doerem
e nossa raiva se voltar contra nós.
por tantos motivos
bonitos
nós fomos além simplesmente
porque nos fazia sentido
mas não conseguimos ser
surdos
não conseguimos
ficar livres
e todos os olhares
nos reprovaram
até que
ficasse tudo perdido
jogado pelos cantos da memória
fazendo nossas
entranhas
doerem
e nossa raiva se voltar contra nós.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
é como se você tivesse esquecido
sua identidade comigo
como se eu decorasse seu nome
sua foto
sua assinatura, sua impressão
eu decoraria, eu esqueceria de mim
se assim você se lembrasse
de pedir tudo de volta
minhas auto afirmações ficaram perdidas
em seus cabelos, ou em algum canto
do carro
talvez tenham virado pó
e você já tenha limpado tudo
não me interessa
realmente,
agora que já se foi
você era minha esperança
my redemption.
sua identidade comigo
como se eu decorasse seu nome
sua foto
sua assinatura, sua impressão
eu decoraria, eu esqueceria de mim
se assim você se lembrasse
de pedir tudo de volta
minhas auto afirmações ficaram perdidas
em seus cabelos, ou em algum canto
do carro
talvez tenham virado pó
e você já tenha limpado tudo
não me interessa
realmente,
agora que já se foi
você era minha esperança
my redemption.
domingo, 9 de maio de 2010
gravei nos olhos
o escândalo da unha na carne
deixando pra trás
um rastro do que já foi seu
escrevi pelas paredes
os espaços dos dias em branco
da dor em vão
da angústia da impotência
do traço de culpa
o que era esperança
te enterra mais fundo e te sufoca mais rápido
por fim,
a loucura da dúvida
vem
com o soluço quebrando a certeza.
o escândalo da unha na carne
deixando pra trás
um rastro do que já foi seu
escrevi pelas paredes
os espaços dos dias em branco
da dor em vão
da angústia da impotência
do traço de culpa
o que era esperança
te enterra mais fundo e te sufoca mais rápido
por fim,
a loucura da dúvida
vem
com o soluço quebrando a certeza.
tango de Nancy
Quem sou eu para falar de amor
Se o amor me consumiu até a espinha?
Dos meus beijos que falar
Dos desejos de queimar
E dos beijos que apagaram os desejos que eu tinha
Se o amor me consumiu até a espinha?
Dos meus beijos que falar
Dos desejos de queimar
E dos beijos que apagaram os desejos que eu tinha
Quem sou eu para falar de amor
Se de tanto me entregar nunca fui minha?
O amor jamais foi meu
O amor me conheceu
Se esfregou na minha vida
E me deixou assim
Se de tanto me entregar nunca fui minha?
O amor jamais foi meu
O amor me conheceu
Se esfregou na minha vida
E me deixou assim
Homens, eu nem fiz a soma
De quantos rolaram no meu camarim
Bocas chegavam a Roma passando por mim
Ela de braços abertos
Fazendo promessas
Meus deuses, enfim!
Eles gozando depressa
E cheirando a gim
Eles querendo na hora
Por dentro, por fora
Por cima e por trás
Juro por Deus, de pés juntos
Que nunca mais
De quantos rolaram no meu camarim
Bocas chegavam a Roma passando por mim
Ela de braços abertos
Fazendo promessas
Meus deuses, enfim!
Eles gozando depressa
E cheirando a gim
Eles querendo na hora
Por dentro, por fora
Por cima e por trás
Juro por Deus, de pés juntos
Que nunca mais
Edu Lobo / Chico Buarque
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
destrói, corrói, amarga.
love will tear us apart
(again)
não restará nada pra você
o tempo se passa
contando pedaços de dias de anos de vidas de tudo
de vocês
contando destroços que significavam
essa doença que nós coroamos
nós não existimos
nunca existimos além da nossa parca imaginação
que colocávamos no altar
o que sabemos, nós,
de qualquer outro valor que não o gozo?
amor não é amor pra dois
mas esteja certo da porra que te escorre.
love will tear us apart
(again)
não restará nada pra você
o tempo se passa
contando pedaços de dias de anos de vidas de tudo
de vocês
contando destroços que significavam
essa doença que nós coroamos
nós não existimos
nunca existimos além da nossa parca imaginação
que colocávamos no altar
o que sabemos, nós,
de qualquer outro valor que não o gozo?
amor não é amor pra dois
mas esteja certo da porra que te escorre.
eles não têm calor, nas horas altas da noite. eles não têm sorrisos ou palavras. na noite só há olhos e bocas e dentes e braços e pernas e paus. e aquela garota anda por aí, procurando alguém que lhe roube a solidão. cada dia mais pálida. cada dia mais imersa em delírios, seus contos de fadas.
sodomizam a inocência e rasgam o grito da noite.
não há sorrisos ou palavras.
há o cheiro acre
a cor escura
o toque rude
o olho que brilha sem piscar.
a indiferença participa dos sonhos loucos dos que não querem fazer parte
das mãos compridas que te agarram
mais cedo ou mais tarde.
sodomizam a inocência e rasgam o grito da noite.
não há sorrisos ou palavras.
há o cheiro acre
a cor escura
o toque rude
o olho que brilha sem piscar.
a indiferença participa dos sonhos loucos dos que não querem fazer parte
das mãos compridas que te agarram
mais cedo ou mais tarde.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
o que eu tive
foi medo
de continuar nos mesmos movimentos
e de encontrar alguém
me olhando no olho,
no meio do meu anonimato
apesar de já
ter fugido com sonhos nos olhos,
de já ter
perdido as minhas noites no caminho,
de ter quebrado os dedos que me apontavam saídas
apesar de ainda conseguir falar
sem me lembrar
da culpa
eu tentei outras alternativas
pra não cair no poço
eu fechei as janelas
pra não sentir o ar dos outros
mas se é o fundo que
me prende
e se eu já marquei as páginas que
se soltaram de mim,
hoje só tive razões
que me fizessem
fugir do caminho pra me perder nos olhos
de qualquer outro
que também me quebre as noites.
foi medo
de continuar nos mesmos movimentos
e de encontrar alguém
me olhando no olho,
no meio do meu anonimato
apesar de já
ter fugido com sonhos nos olhos,
de já ter
perdido as minhas noites no caminho,
de ter quebrado os dedos que me apontavam saídas
apesar de ainda conseguir falar
sem me lembrar
da culpa
eu tentei outras alternativas
pra não cair no poço
eu fechei as janelas
pra não sentir o ar dos outros
mas se é o fundo que
me prende
e se eu já marquei as páginas que
se soltaram de mim,
hoje só tive razões
que me fizessem
fugir do caminho pra me perder nos olhos
de qualquer outro
que também me quebre as noites.
domingo, 11 de abril de 2010
ojalá
perdido no tempo, eu achei o que procurava
aquelas palavras macias
as mentiras e o carinho
escondidas por aí,
fui juntando
peça por peça do que um dia era inteiro
num dia tão longe,
há tantos frios
que já se derreteram nesse calor
o calor que é externo
o sol que não chega aí
há tantas imagens que
coloriram a velha
que me voltam ao abrir a gaveta
e que eu tento esconder, bêbada,
pra não achar nunca mais
para no verte tanto, para no verte siempre.
aquelas palavras macias
as mentiras e o carinho
escondidas por aí,
fui juntando
peça por peça do que um dia era inteiro
num dia tão longe,
há tantos frios
que já se derreteram nesse calor
o calor que é externo
o sol que não chega aí
há tantas imagens que
coloriram a velha
que me voltam ao abrir a gaveta
e que eu tento esconder, bêbada,
pra não achar nunca mais
para no verte tanto, para no verte siempre.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
quem apertou o gatilho?
quem vai tirar
os corpos
do chão?
são essas sombras que passam
correndo pelos cantos,
se misturando aos ratos,
se escondendo
da luz
estragados pela secura
que não se vê
eles aparecem
onde não há dedos a apontar
mas os que chamam pais caídos
cobertos de moscas
é quem se diz puro,
quem não nega ajuda,
quem se prontifica e bate cartão
os que não acordam da rotina
cansados da vida
que não se vive
cansados do chão que não se pisa
quem vai tirar
os corpos
do chão?
são essas sombras que passam
correndo pelos cantos,
se misturando aos ratos,
se escondendo
da luz
estragados pela secura
que não se vê
eles aparecem
onde não há dedos a apontar
mas os que chamam pais caídos
e cultivam filhos mortos
é que vão pedir desculpas
aos traposcobertos de moscas
domingo, 4 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
da mágica que a gente perde
a gente perde o sonho
a gente perde o gosto
ficou pra trás o seu rosto
o que nos identificava
o que me dava segurança
ninguém mais ri com
a surpresa
na pressa de se mostrar
no controle
não vejo mais
seus olhos brilharem
em êxtase
do pai que deixa de ser grande
da mãe que não sabe mais de tudo
do irmão que não é mais moleque
a gente se afasta do mundo
pra se sentir mais independente
a gente perde a graça
porque já não é criança
te colocam máscaras
sérias
enquanto o riso sincero
é a imagem do passado
foi-se a infância e foi-se nossa admiração.
a gente perde o sonho
a gente perde o gosto
ficou pra trás o seu rosto
o que nos identificava
o que me dava segurança
ninguém mais ri com
a surpresa
na pressa de se mostrar
no controle
não vejo mais
seus olhos brilharem
em êxtase
do pai que deixa de ser grande
da mãe que não sabe mais de tudo
do irmão que não é mais moleque
a gente se afasta do mundo
pra se sentir mais independente
a gente perde a graça
porque já não é criança
te colocam máscaras
sérias
enquanto o riso sincero
é a imagem do passado
foi-se a infância e foi-se nossa admiração.
terça-feira, 23 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
what a way to do right, if you
just turn around
and left all our memories behind,
without thinking twice
what a way to feel good
treating our past like a ghost
with your strange mood upon
my words
so shut the fuck up
'cause I'm tired
see our photos
you could not erase every
trace of happiness
everybody knows
you're still frightened that I
may come back.
just turn around
and left all our memories behind,
without thinking twice
what a way to feel good
treating our past like a ghost
with your strange mood upon
my words
so shut the fuck up
'cause I'm tired
see our photos
you could not erase every
trace of happiness
everybody knows
you're still frightened that I
may come back.
quinta-feira, 4 de março de 2010
larga dessa solidão facultativa
dessa revolta
antiga
deixa de marra porque não funciona comigo
são previsíveis seus movimentos
e sua loucura
é forçada
você passa seus dias calculando
palavras
medindo sua depressão
pra impactar qualquer um,
pra causar comoção
como aquelas pessoas comuns
que sempre nos contam
suas vidas,
aquelas que nós já discutimos
as que têm medo
e precisam se sentir vivas
as que buscam caridade nos desconhecidos
essa marra é só um truque
que eu já cansei de ensaiar.
dessa revolta
antiga
deixa de marra porque não funciona comigo
são previsíveis seus movimentos
e sua loucura
é forçada
você passa seus dias calculando
palavras
medindo sua depressão
pra impactar qualquer um,
pra causar comoção
como aquelas pessoas comuns
que sempre nos contam
suas vidas,
aquelas que nós já discutimos
as que têm medo
e precisam se sentir vivas
as que buscam caridade nos desconhecidos
essa marra é só um truque
que eu já cansei de ensaiar.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
significados
simbolismos pessoais
o teu cheiro que eu aspiro
com prazer
o beijo que se segue
a língua que segue o corpo
a casa
os detalhes que não se apagam
costumes dos nossos encontros
o nosso amor torto
a amizade em silêncio
vem me receber na porta, vem me tirar a roupa, vem
não precisa arrumar a cama
não precisa colocar sapato
nosso canto
desarrumado
nossa vida sem rumo
minhas mãos
minha boca
pelo caminho.
simbolismos pessoais
o teu cheiro que eu aspiro
com prazer
o beijo que se segue
a língua que segue o corpo
a casa
os detalhes que não se apagam
costumes dos nossos encontros
o nosso amor torto
a amizade em silêncio
vem me receber na porta, vem me tirar a roupa, vem
não precisa arrumar a cama
não precisa colocar sapato
nosso canto
desarrumado
nossa vida sem rumo
minhas mãos
minha boca
pelo caminho.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
I don`t wanna hear your
sweet words
I wouldn`t put up with this
no way
just hold me tight
`cause it`s enough hard for me
try to keep me indifferent
try to keep my tears for me
my pain
my shout
my mess, my own mess
you don`t need to see this
you can`t know me deeper than you already know
it would only destroy you.
sweet words
I wouldn`t put up with this
no way
just hold me tight
`cause it`s enough hard for me
try to keep me indifferent
try to keep my tears for me
my pain
my shout
my mess, my own mess
you don`t need to see this
you can`t know me deeper than you already know
it would only destroy you.
a nata da malandragem
João Antônio
os que vivem de sinuca
os que sabem
ganhar
na manha, devagar, fazendo o jogo
sem deixar transparecer
a arquitetura do plano
aqui falta a fumaça
o olhar cheio de
malícia
a dor da perda
a vingança
a pinga
a vida malandra
"eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem"
que já se perdeu no tempo.
João Antônio
os que vivem de sinuca
os que sabem
ganhar
na manha, devagar, fazendo o jogo
sem deixar transparecer
a arquitetura do plano
aqui falta a fumaça
o olhar cheio de
malícia
a dor da perda
a vingança
a pinga
a vida malandra
"eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem"
que já se perdeu no tempo.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
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