domingo, 6 de junho de 2010

você sabe que eu gosto de dor e de nós

por horas e horas a mesma música na cabeça que não me deixava dormir e eu pensava automaticamente fazendo discursos explicando minha vida nossa relação nossos anos e o que veio depois e o que você não sabe e provavelmente nunca vai saber

horas e horas de falação silenciosa de sexo imaginário num sofá afastado pra deixar vocês mais a vontade porque eu nunca quis atrapalhar e você bem sabe disso apesar de que talvez na sua imaginação eu seja uma destruidora de lares e de felicidade

eu sempre penso em destruir mesmo

o que não significa que eu acabe me rendendo aos meus desejos assim como você também consegue se conter porque isso é ser civilizado

não é?

e até hoje nós tentamos explicar pra nós mesmos o que foi tudo aquilo que aconteceu e o que nós somos no fundo

no mais fundo que você conseguir chegar.

2 comentários:

Natália Nunes disse...

é uma espiral infinita essa da memória. e talvez, nem se espirale, fique um emaranhado flutuando, neurótico no caos.

Ana Luiza Gonçalves disse...

Que título, hein?
Foda!