a nata da malandragem
João Antônio
os que vivem de sinuca
os que sabem
ganhar
na manha, devagar, fazendo o jogo
sem deixar transparecer
a arquitetura do plano
aqui falta a fumaça
o olhar cheio de
malícia
a dor da perda
a vingança
a pinga
a vida malandra
"eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem"
que já se perdeu no tempo.
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