quinta-feira, 19 de agosto de 2010

promessas jogadas
cobrindo meu corpo nu
durante o tempo livre que nós criávamos

palavras que, pra mim, não tinham
credibilidade
pelo costume, pela lógica que aprendi
nos cortes, na dor que se agarra
aos ossos
e te consome

promessas que eu acolho
não por inocência, não por esperança:

só pra sorrir um pouco.

2 comentários:

Ana Pérola Veloso disse...

sorrisos de canto de boca, olha que chegam a fazer covinhas.

Fripe disse...

A parte mais cruel é q mesmo sabendo q agente não deve acreditar nessas promessas, uma parte lá no fundo sempre se enche de esperança.