Feliz aniversário, mãe. Aproveita a vida.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
foi-se o primeiro
e eu não consegui conter um sorriso
por uns segundos
foi-se o primeiro não sei como,
não "souberam" falar
o susto e o riso
e talvez o futuro
vieram até mim com o primeiro
a ter coragem
coragem suficiente pra admitir que é uma merda,
coragem tanta que
vai ser sempre lembrada por covardia
do louco
da lua cheia
e os bons moços
vão se vestir de preto e ficar sérios
e depois vão dizer
que era inevitável, apesar de seus esforços
ele foi o único até agora a rir nas suas caras
foi o primeiro
e eu bem sei que quero ser a próxima.
e eu não consegui conter um sorriso
por uns segundos
foi-se o primeiro não sei como,
não "souberam" falar
o susto e o riso
e talvez o futuro
vieram até mim com o primeiro
a ter coragem
coragem suficiente pra admitir que é uma merda,
coragem tanta que
vai ser sempre lembrada por covardia
do louco
da lua cheia
e os bons moços
vão se vestir de preto e ficar sérios
e depois vão dizer
que era inevitável, apesar de seus esforços
ele foi o único até agora a rir nas suas caras
foi o primeiro
e eu bem sei que quero ser a próxima.
domingo, 25 de outubro de 2009
te faço e refaço e nada muda,
continua como da
primeira vez
talvez eu que mude, eu que me ajeite pra
sentir algo
nova quando te vejo,
pra falar diferente e fazer melhor
você continua o mesmo,
mesmo eu pensando e repensando toda a sua lógica,
mesmo que eu escreva e fale
e minta pra mim
que agora eu te entendo.
continua como da
primeira vez
talvez eu que mude, eu que me ajeite pra
sentir algo
nova quando te vejo,
pra falar diferente e fazer melhor
você continua o mesmo,
mesmo eu pensando e repensando toda a sua lógica,
mesmo que eu escreva e fale
e minta pra mim
que agora eu te entendo.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
o olho do furação
tudo o que eu tinha era um papel
que talvez
não significasse nada
ali na minha frente, aberto,
com sua caligrafia,
caneta preta,
e eu cuidando daquilo como se fosse
mágico
sem deixar amassar nunca
era um símbolo pra mim,
meu calmante
até que eu cansei da calmaria
e amassei tudo,
na fissura, a mão tremendo,
AMASSANDO TUDO
o caos assusta, não?
assusta.
mas faz mais sentido pra mim.
que talvez
não significasse nada
ali na minha frente, aberto,
com sua caligrafia,
caneta preta,
e eu cuidando daquilo como se fosse
mágico
sem deixar amassar nunca
era um símbolo pra mim,
meu calmante
até que eu cansei da calmaria
e amassei tudo,
na fissura, a mão tremendo,
AMASSANDO TUDO
o caos assusta, não?
assusta.
mas faz mais sentido pra mim.
domingo, 18 de outubro de 2009
tá certo, agora eu falo:
a perna batendo descontrolada
a raiva
sem fundamento preciso,
só um acúmulo
uma loucura
vontade de gritar gritar gritaaaaaaar
gritar no meio do silêncio
assustar todos vocês
e te machucar
eu preciso disso, te deixar semi-morto
só porque você achava que
nunca se preocuparia com o que eu penso
das suas roupas
da sua vida
do seu jeito de andar e de transar
não que eu me importe.
a perna batendo descontrolada
a raiva
sem fundamento preciso,
só um acúmulo
uma loucura
vontade de gritar gritar gritaaaaaaar
gritar no meio do silêncio
assustar todos vocês
e te machucar
eu preciso disso, te deixar semi-morto
só porque você achava que
nunca se preocuparia com o que eu penso
das suas roupas
da sua vida
do seu jeito de andar e de transar
não que eu me importe.
sábado, 10 de outubro de 2009
saturada
se você me tocar
mais uma vez
ou soprar alguma coisa em meu ouvido
tentar me esfriar ou
esquentar
vai tudo
cair
e ficar caído, inerte, no fundo do copo,
como
um morto
porque eu já não suporto
mais nada seu
mais uma vez
ou soprar alguma coisa em meu ouvido
tentar me esfriar ou
esquentar
vai tudo
cair
e ficar caído, inerte, no fundo do copo,
como
um morto
porque eu já não suporto
mais nada seu
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
a solidão envolta pela fumaça
de seu cigarro
("eu não sei o que vi aqui, eu não sei pr'onde ir")
observava o casal
abraçado no sofá
("eu não sei pr'onde a gente vai andando pelo mundo")
e quando eles foram
embora,
ela sentou no sofá
("querendo ver um sol que não chega, querendo ver alguém que não vem")
tentando sentir o cheiro
deles
("não vem...")
tentando fazer
parte
de alguma coisa qualquer.
de seu cigarro
("eu não sei o que vi aqui, eu não sei pr'onde ir")
observava o casal
abraçado no sofá
("eu não sei pr'onde a gente vai andando pelo mundo")
e quando eles foram
embora,
ela sentou no sofá
("querendo ver um sol que não chega, querendo ver alguém que não vem")
tentando sentir o cheiro
deles
("não vem...")
tentando fazer
parte
de alguma coisa qualquer.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Então prove do ar que eu te sopro
e sangre pra mim,
quando eu te acordar no
meio da noite, chorando a terra da saudade,
a poeira branca espalhada pelo quarto,
nossas fotos coladas no teto e os livros abertos no chão,
grifados e circulados,
montando o que eu queria lhe escrever
Sangra pra mim,
assim como eu sangrei pra você, quando
tentei arrancar um pouco
da dor
cortando minha pele e inspirando o cheiro de ferro
Eu enxergo no escuro, te observo do canto
dormindo um sono inocente,
esperando acordar na mesma vida de ontem
Eu não consigo dormir, não há mais amanhã
nem dias iguais, eu matei meu amor
com um prego enferrujado de amores passados
Talvez você acorde assustado com a frieza
da minha mão:
desculpa, eu sou fria, mesmo
e já adiei isso muito
ACORDA, AGORA!
e sangre pra mim,
quando eu te acordar no
meio da noite, chorando a terra da saudade,
a poeira branca espalhada pelo quarto,
nossas fotos coladas no teto e os livros abertos no chão,
grifados e circulados,
montando o que eu queria lhe escrever
- mas a mão, tremendo, não permitia -
Sangra pra mim,
assim como eu sangrei pra você, quando
tentei arrancar um pouco
da dor
cortando minha pele e inspirando o cheiro de ferro
Eu enxergo no escuro, te observo do canto
dormindo um sono inocente,
esperando acordar na mesma vida de ontem
Eu não consigo dormir, não há mais amanhã
nem dias iguais, eu matei meu amor
com um prego enferrujado de amores passados
- você um dia vai ver, o amor oxida;
tão necessário e mortal quanto o ar -
Talvez você acorde assustado com a frieza
da minha mão:
desculpa, eu sou fria, mesmo
e já adiei isso muito
ACORDA, AGORA!
- e sangra pra mim.
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