essa história não acabou, história que não acaba
mas afasta, esfria
depois reaproxima e me deixa inquieta
pendências eternas
porque vai sempre faltar uma frase
um abracinho, um dia
separados ou juntos, sempre vai faltar
um fim concreto
mesmo que o concreto
seja pó.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
entre essas linhas, no gosto destilado do
seu sangue, a ambigüidade
nos corrói
o começo se define rápido: você tem
que ir embora primeiro,
antes que
o relógio grite o atraso e me conte histórias de liberdade
seu sangue, a ambigüidade
nos corrói
o começo se define rápido: você tem
que ir embora primeiro,
antes que
o relógio grite o atraso e me conte histórias de liberdade
(meu vício,
meu fraco)
meu fraco)
você deveria me cortar
sentir o gosto
pulsar um pulso diferente do meu,
para não ser tão fácil decifrar
mas enquanto você sorri,
eu rio junto,
grito junto e
vou até o fim
deixo avisado, talvez um pouco tarde:
hoje me alimento do seu corpo,
mas amanhã quero morrer de fome.
sentir o gosto
pulsar um pulso diferente do meu,
para não ser tão fácil decifrar
mas enquanto você sorri,
eu rio junto,
grito junto e
vou até o fim
deixo avisado, talvez um pouco tarde:
hoje me alimento do seu corpo,
mas amanhã quero morrer de fome.
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
primeiro tem aquela admiração cega, como se as bobagens ficassem maquiadas - e você nem se dá conta disso - e qualquer deslize fosse completamente aceitável.
aí você se aproxima e começa a ENTENDER a cabeça, os motivos, a lógica que ela segue. e a magia acaba, o brilho some, fica tudo fosco. aquelas GRANDES IDÉIAS têm bases mesquinhas, fracas e tristes. uma compensação para as decepções e carências daquela Pessoa Incrível.
aí você se aproxima e começa a ENTENDER a cabeça, os motivos, a lógica que ela segue. e a magia acaba, o brilho some, fica tudo fosco. aquelas GRANDES IDÉIAS têm bases mesquinhas, fracas e tristes. uma compensação para as decepções e carências daquela Pessoa Incrível.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
talvez,
se você se lembrar do
que nós fizemos,
uma incerteza te faça pegar o telefone
e beber (não sei se nessa
ordem), rezar para eu atender e rir quando eu desligar,
aliviado de voltar para o
mundo certo, de terra firme
enquanto isso, meus sonhos
vão sendo elaborados
em teorias que tentam te explicar,
te fazer sentido
eu leio coisas, aqui, que não lembro de
ter escrito, e que montam
um caminho escuro, vai e volta,
alternado
eu buscava aquele cheiro
pra lembrar do seu nome, que não sai
da minha cabeça,
mas tem
um buraco enorme entre
minhas mãos,
e você
está
morrendo
lá
dentro.
se você se lembrar do
que nós fizemos,
uma incerteza te faça pegar o telefone
e beber (não sei se nessa
ordem), rezar para eu atender e rir quando eu desligar,
aliviado de voltar para o
mundo certo, de terra firme
enquanto isso, meus sonhos
vão sendo elaborados
em teorias que tentam te explicar,
te fazer sentido
eu leio coisas, aqui, que não lembro de
ter escrito, e que montam
um caminho escuro, vai e volta,
alternado
eu buscava aquele cheiro
pra lembrar do seu nome, que não sai
da minha cabeça,
mas tem
um buraco enorme entre
minhas mãos,
e você
está
morrendo
lá
dentro.
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