a casa toma vida quando
os outros
dormem. o vento
balança a porta e o vidro da janela,
as tábuas rangem
como se pisadas, e o
relógio no meu quarto diz que a noite acaba,
logo
no escuro
as idéias se ordenam,
se embaralham, somem e reaparecem
em outro quarto,
em outra casa,
em outra noite.
a casa parada me lembra
aquelas fotos bonitas, bonitas de verdade,
tiradas antes da chuva...
tem aquele ar pesado, aquele ar desesperado
pra mudar,
uma fragilidade que paralisa.
e você olha e fica esperando o início de tudo.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
no chão do meu quarto há
um rosto, rindo
estupidamente
e sem parar
esse rosto se
repete
na janela, na parede, no teto, na
maçaneta da porta,
no meu travesseiro,
por todos os lados
SEM ME DEIXAR EM PAZ
aquele desconforto, os bonequinhos
divididos em dois times:
o que foge, sempre,
e o que acha que agora vale a pena esperar
aquele desconforto
que me deixou inquieta o dia todo,
misturando conversas e detalhes
talvez... a teoria continua inacabada
e se...
dessa vez eu não sei.
um rosto, rindo
estupidamente
e sem parar
esse rosto se
repete
na janela, na parede, no teto, na
maçaneta da porta,
no meu travesseiro,
por todos os lados
SEM ME DEIXAR EM PAZ
aquele desconforto, os bonequinhos
divididos em dois times:
o que foge, sempre,
e o que acha que agora vale a pena esperar
aquele desconforto
que me deixou inquieta o dia todo,
misturando conversas e detalhes
talvez... a teoria continua inacabada
e se...
dessa vez eu não sei.
hospício
o peso
das decepções e vontades perdidas
pelas ruas, acumuladas
ao longo dos anos e revividas
dia após dia,
reforçadas,
vívidas.
as idéias e os ideais
incompreendidos
(tão bem elaborados)
jogados fora, no lixo,
com olhares de desprezo vazios
passantes ocupados que
nem reparam
naquele grito rouco do mudo bem-articulado
que, numa última tentativa,
se joga na frente do
carro.
dizem estar louco, buzinam
com uma RAIVA que acaba ao virar a esquina,
indiferentes (será apenas mais
um caso, uma piada na roda
de amigos)
é
uma morte lenta,
torturante,
estar sozinho.
das decepções e vontades perdidas
pelas ruas, acumuladas
ao longo dos anos e revividas
dia após dia,
reforçadas,
vívidas.
as idéias e os ideais
incompreendidos
(tão bem elaborados)
jogados fora, no lixo,
com olhares de desprezo vazios
passantes ocupados que
nem reparam
naquele grito rouco do mudo bem-articulado
que, numa última tentativa,
se joga na frente do
carro.
dizem estar louco, buzinam
com uma RAIVA que acaba ao virar a esquina,
indiferentes (será apenas mais
um caso, uma piada na roda
de amigos)
é
uma morte lenta,
torturante,
estar sozinho.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
hipotético
subidas íngremes
moças cheias de sacolas
comprando uma manhã de domingo
completa
nos fones uma música tocava
pra me tirar dali
me lembrar de outros dias
outros tempos
pessoas que poderiam ser
o antídoto
desenvolvendo aquela teoria que me fascina
talvez haja cura, sim,
em dias novos
entregas
palavras
verdades
mas o que eu queria mesmo era que um
passado
me acordasse na noite
e me desse vontade
coragem
ânimo
e uma boa foda, pelos velhos tempos
outras músicas, outros lugares,
outras gentes
pra eu poder fechar minha teoria.
moças cheias de sacolas
comprando uma manhã de domingo
completa
nos fones uma música tocava
pra me tirar dali
me lembrar de outros dias
outros tempos
pessoas que poderiam ser
o antídoto
desenvolvendo aquela teoria que me fascina
talvez haja cura, sim,
em dias novos
entregas
palavras
verdades
mas o que eu queria mesmo era que um
passado
me acordasse na noite
e me desse vontade
coragem
ânimo
e uma boa foda, pelos velhos tempos
- entendi aquela aula, finalmente
então eu voltaria pra crise
e teria alguém na cabeça
ficaria sufocada
e morreria debaixo do seu
travesseiro -
outras músicas, outros lugares,
outras gentes
pra eu poder fechar minha teoria.
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