domingo, 11 de abril de 2010

ojalá

perdido no tempo, eu achei o que procurava

aquelas palavras macias
as mentiras e o carinho

escondidas por aí,
fui juntando
peça por peça do que um dia era inteiro

num dia tão longe,
há tantos frios
que já se derreteram nesse calor

o calor que é externo

o sol que não chega aí

há tantas imagens que
coloriram a velha


que me voltam ao abrir a gaveta


e que eu tento esconder, bêbada,
pra não achar nunca mais

para no verte tanto, para no verte siempre.

2 comentários:

Natália Nunes disse...

uma ode às cinzas.

davi disse...

sobre o outro blog, eu o deletei porque deixei de gostar dele...acho q daqui a pouco eu faço outro mais legal, assim q eu voltar a escrever. ultimamente não tenho escrito nada que presta