sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
a gente ainda se perde pelas ruas, pedindo que a lua páre no céu e não nos deixe sozinhos, que adie a luz do sol e nos poupe do dia seguinte.
a gente ainda procura conforto, mas acaba confundindo com prazer.
ainda falta um nome no meio de tantas palavras, um nome saindo de alguma boca maliciosa. faltam buracos que nos façam tropeçar.
a gente ainda precisa um do outro.
a gente ainda procura conforto, mas acaba confundindo com prazer.
ainda falta um nome no meio de tantas palavras, um nome saindo de alguma boca maliciosa. faltam buracos que nos façam tropeçar.
a gente ainda precisa um do outro.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
se não é verdade, sou eu
me querendo enganar
tentando me convencer de que isso tudo não me afeta
que eu não preciso mais dessa merda
e que eram vocês
os errados
que não acreditavam na minha doença
nessa falta de controle
na dor em silêncio, na obsessão,
nos delírios dos dias
em que eu te via passar não muito longe
em que eu perseguia seu carro com outro motorista
mas não importa mais, não é?
porque eu nem preciso mais te ver
nem de longe, nem de perto
eu repito que não me afeta
só quando eu ainda quero.
me querendo enganar
tentando me convencer de que isso tudo não me afeta
que eu não preciso mais dessa merda
e que eram vocês
os errados
que não acreditavam na minha doença
nessa falta de controle
na dor em silêncio, na obsessão,
nos delírios dos dias
em que eu te via passar não muito longe
em que eu perseguia seu carro com outro motorista
mas não importa mais, não é?
porque eu nem preciso mais te ver
nem de longe, nem de perto
eu repito que não me afeta
só quando eu ainda quero.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
promessas jogadas
cobrindo meu corpo nu
durante o tempo livre que nós criávamos
palavras que, pra mim, não tinham
credibilidade
pelo costume, pela lógica que aprendi
nos cortes, na dor que se agarra
aos ossos
e te consome
promessas que eu acolho
não por inocência, não por esperança:
só pra sorrir um pouco.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
o olho que se cega pela mão que aponta pra longe
somos nós que nos comemos com dentes gastos pela raiva
dizendo molhado que não páre na porta
que atravesse logo a sala, o corredor,
eu.
somos nós que nos comemos com dentes gastos pela raiva
depois de tanto tempo na carne viva
daqueles olhos, é meu sangue
que agora pulsa e escorre por
nossas ruas brancas
com o vidro estilhaçado
me cobrindo o rosto
e me protejendo de toda essa nossa
indiferença
eu te encaro
eu te encaro
dizendo molhado que não páre na porta
que atravesse logo a sala, o corredor,
eu.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
desse amor estranho
sem regras
sem palavras concretas
que a gente grita noite adentro
(pra dentro e pra fora)
que a gente não explica nem tenta
apesar de tanta dúvida
que ninguém quer ver
mas ouve
porque nossa voz é mais alta na noite
vadia
porque nossa vontade, solta,
se espalha pelo vento
é dessa palavra sem sentido
que nós construímos
nosso significado
volátil.
sem regras
sem palavras concretas
que a gente grita noite adentro
(pra dentro e pra fora)
que a gente não explica nem tenta
apesar de tanta dúvida
que ninguém quer ver
mas ouve
porque nossa voz é mais alta na noite
vadia
porque nossa vontade, solta,
se espalha pelo vento
é dessa palavra sem sentido
que nós construímos
nosso significado
volátil.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
venho acordando no meio dos sonhos, com medo de me acostumar à sua voz, com medo de acordar e lembrar do pior.
eu acordo quando já é muito tarde, quando tudo o que eu queria estava na minha frente, no conforto do travesseiro ou no duro do chão. estava tudo ali. e eu acordo e imploro pra poder voltar ao mesmo lugar de antes, pra poder fechar os olhos e continuar de onde parei, fazendo força pra me ver lá, no meio, até o despertador tocar. ou mais.
mas nem os sonhos voltam no tempo. nem os sonhos, nem a gente, nem nada.
eu acordo quando já é muito tarde, quando tudo o que eu queria estava na minha frente, no conforto do travesseiro ou no duro do chão. estava tudo ali. e eu acordo e imploro pra poder voltar ao mesmo lugar de antes, pra poder fechar os olhos e continuar de onde parei, fazendo força pra me ver lá, no meio, até o despertador tocar. ou mais.
mas nem os sonhos voltam no tempo. nem os sonhos, nem a gente, nem nada.
terça-feira, 22 de junho de 2010
foi o tempo que tive
e os dias que passavam
em branco ou preto
sempre excessos
sempre demais, a inconseqüência que sabia muito bem o que fazer
o que deveríamos ter feito
juntos
ou, pelo contrário, o mais distante possível
o que ficou de mim em você
vice-versa
faca de dois gumes
raiva, fogo
e nosso sangue que vale mais que tudo isso
toda nossa casa feita de papelão
despedaçada pelo vento
que nós sopramos de mãos dadas, sem nem perceber
no final da noite é tudo nulo
é verdade, e você bem sabe que
there are no jokers in here
minha última desculpa é que
hoje falta poesia porque nosso tempo passou.
e os dias que passavam
em branco ou preto
sempre excessos
sempre demais, a inconseqüência que sabia muito bem o que fazer
o que deveríamos ter feito
juntos
ou, pelo contrário, o mais distante possível
o que ficou de mim em você
vice-versa
faca de dois gumes
raiva, fogo
e nosso sangue que vale mais que tudo isso
toda nossa casa feita de papelão
despedaçada pelo vento
que nós sopramos de mãos dadas, sem nem perceber
no final da noite é tudo nulo
é verdade, e você bem sabe que
there are no jokers in here
minha última desculpa é que
hoje falta poesia porque nosso tempo passou.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
um, dois, três quartos de noites
um quarto de porta aberta,
janela escancarada
e uma solidão esperando algo mais
frases engavetadas
no meio do suplício, do delírio inócuo
palavras perdidas dirigidas a
quem não quis ouvir
altares que renegam qualquer significado
e que louvam um ninguém
cheio de lembranças
vivendo por estórias
frases que começam com se
you're too young to feel that old.
um quarto de porta aberta,
janela escancarada
e uma solidão esperando algo mais
frases engavetadas
no meio do suplício, do delírio inócuo
palavras perdidas dirigidas a
quem não quis ouvir
altares que renegam qualquer significado
e que louvam um ninguém
cheio de lembranças
vivendo por estórias
frases que começam com se
you're too young to feel that old.
domingo, 6 de junho de 2010
você sabe que eu gosto de dor e de nós
por horas e horas a mesma música na cabeça que não me deixava dormir e eu pensava automaticamente fazendo discursos explicando minha vida nossa relação nossos anos e o que veio depois e o que você não sabe e provavelmente nunca vai saber
horas e horas de falação silenciosa de sexo imaginário num sofá afastado pra deixar vocês mais a vontade porque eu nunca quis atrapalhar e você bem sabe disso apesar de que talvez na sua imaginação eu seja uma destruidora de lares e de felicidade
eu sempre penso em destruir mesmo
o que não significa que eu acabe me rendendo aos meus desejos assim como você também consegue se conter porque isso é ser civilizado
não é?
e até hoje nós tentamos explicar pra nós mesmos o que foi tudo aquilo que aconteceu e o que nós somos no fundo
no mais fundo que você conseguir chegar.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
nós já fomos piores
por tantos motivos
bonitos
nós fomos além simplesmente
porque nos fazia sentido
mas não conseguimos ser
surdos
não conseguimos
ficar livres
e todos os olhares
nos reprovaram
até que
ficasse tudo perdido
jogado pelos cantos da memória
fazendo nossas
entranhas
doerem
e nossa raiva se voltar contra nós.
por tantos motivos
bonitos
nós fomos além simplesmente
porque nos fazia sentido
mas não conseguimos ser
surdos
não conseguimos
ficar livres
e todos os olhares
nos reprovaram
até que
ficasse tudo perdido
jogado pelos cantos da memória
fazendo nossas
entranhas
doerem
e nossa raiva se voltar contra nós.
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