histórias paralelas
e eu, sem saber em qual linha andar,
pulo de
uma pra outra, sempre
precisaria explodir tudo isso
mandar tudo pro inferno, todas as linhas,
e ir com elas,
pra saber o que dá pra sentir
é pretensão
achar que você vai ser diferente,
que com você
eu não vou fugir
é pretensão sua,
mas é minha também,
quando eu falo que ninguém me prende.
sábado, 12 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
incompatível
já não tenho voz pra te chamar
já não tenho força
não tenho mais nada, e você ainda ri
entre nós
uma parede de vidro
grossa, tão grossa quanto se poderia construir
eu podia gritar
podia gritar até morrer
e você nunca escutaria
agora que a parede se foi
eu tô sem voz.
já não tenho força
não tenho mais nada, e você ainda ri
entre nós
uma parede de vidro
grossa, tão grossa quanto se poderia construir
eu podia gritar
podia gritar até morrer
e você nunca escutaria
agora que a parede se foi
eu tô sem voz.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
motel barato
as aranhas caíam
do teto enquanto nós estávamos
na cama
como se nada importasse
nada mais fazia sentido ou tinha tanta força
quanto a cama velha
acompanhando nosso movimento
e nossos sons
chuva, vento, as folhas que entravam pela janela
batendo em nossos corpos
eu nunca prestei tanta atenção em alguém, assim
e nós éramos imortais
até morrermos.
do teto enquanto nós estávamos
na cama
como se nada importasse
nada mais fazia sentido ou tinha tanta força
quanto a cama velha
acompanhando nosso movimento
e nossos sons
chuva, vento, as folhas que entravam pela janela
batendo em nossos corpos
eu nunca prestei tanta atenção em alguém, assim
e nós éramos imortais
até morrermos.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
entre essas linhas, no gosto destilado do
seu sangue, a ambigüidade
nos corrói
o começo se define rápido: você tem
que ir embora primeiro,
antes que
o relógio grite o atraso e me conte histórias de liberdade
seu sangue, a ambigüidade
nos corrói
o começo se define rápido: você tem
que ir embora primeiro,
antes que
o relógio grite o atraso e me conte histórias de liberdade
(meu vício,
meu fraco)
meu fraco)
você deveria me cortar
sentir o gosto
pulsar um pulso diferente do meu,
para não ser tão fácil decifrar
mas enquanto você sorri,
eu rio junto,
grito junto e
vou até o fim
deixo avisado, talvez um pouco tarde:
hoje me alimento do seu corpo,
mas amanhã quero morrer de fome.
sentir o gosto
pulsar um pulso diferente do meu,
para não ser tão fácil decifrar
mas enquanto você sorri,
eu rio junto,
grito junto e
vou até o fim
deixo avisado, talvez um pouco tarde:
hoje me alimento do seu corpo,
mas amanhã quero morrer de fome.
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
primeiro tem aquela admiração cega, como se as bobagens ficassem maquiadas - e você nem se dá conta disso - e qualquer deslize fosse completamente aceitável.
aí você se aproxima e começa a ENTENDER a cabeça, os motivos, a lógica que ela segue. e a magia acaba, o brilho some, fica tudo fosco. aquelas GRANDES IDÉIAS têm bases mesquinhas, fracas e tristes. uma compensação para as decepções e carências daquela Pessoa Incrível.
aí você se aproxima e começa a ENTENDER a cabeça, os motivos, a lógica que ela segue. e a magia acaba, o brilho some, fica tudo fosco. aquelas GRANDES IDÉIAS têm bases mesquinhas, fracas e tristes. uma compensação para as decepções e carências daquela Pessoa Incrível.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
talvez,
se você se lembrar do
que nós fizemos,
uma incerteza te faça pegar o telefone
e beber (não sei se nessa
ordem), rezar para eu atender e rir quando eu desligar,
aliviado de voltar para o
mundo certo, de terra firme
enquanto isso, meus sonhos
vão sendo elaborados
em teorias que tentam te explicar,
te fazer sentido
eu leio coisas, aqui, que não lembro de
ter escrito, e que montam
um caminho escuro, vai e volta,
alternado
eu buscava aquele cheiro
pra lembrar do seu nome, que não sai
da minha cabeça,
mas tem
um buraco enorme entre
minhas mãos,
e você
está
morrendo
lá
dentro.
se você se lembrar do
que nós fizemos,
uma incerteza te faça pegar o telefone
e beber (não sei se nessa
ordem), rezar para eu atender e rir quando eu desligar,
aliviado de voltar para o
mundo certo, de terra firme
enquanto isso, meus sonhos
vão sendo elaborados
em teorias que tentam te explicar,
te fazer sentido
eu leio coisas, aqui, que não lembro de
ter escrito, e que montam
um caminho escuro, vai e volta,
alternado
eu buscava aquele cheiro
pra lembrar do seu nome, que não sai
da minha cabeça,
mas tem
um buraco enorme entre
minhas mãos,
e você
está
morrendo
lá
dentro.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
a casa toma vida quando
os outros
dormem. o vento
balança a porta e o vidro da janela,
as tábuas rangem
como se pisadas, e o
relógio no meu quarto diz que a noite acaba,
logo
no escuro
as idéias se ordenam,
se embaralham, somem e reaparecem
em outro quarto,
em outra casa,
em outra noite.
a casa parada me lembra
aquelas fotos bonitas, bonitas de verdade,
tiradas antes da chuva...
tem aquele ar pesado, aquele ar desesperado
pra mudar,
uma fragilidade que paralisa.
e você olha e fica esperando o início de tudo.
os outros
dormem. o vento
balança a porta e o vidro da janela,
as tábuas rangem
como se pisadas, e o
relógio no meu quarto diz que a noite acaba,
logo
no escuro
as idéias se ordenam,
se embaralham, somem e reaparecem
em outro quarto,
em outra casa,
em outra noite.
a casa parada me lembra
aquelas fotos bonitas, bonitas de verdade,
tiradas antes da chuva...
tem aquele ar pesado, aquele ar desesperado
pra mudar,
uma fragilidade que paralisa.
e você olha e fica esperando o início de tudo.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
no chão do meu quarto há
um rosto, rindo
estupidamente
e sem parar
esse rosto se
repete
na janela, na parede, no teto, na
maçaneta da porta,
no meu travesseiro,
por todos os lados
SEM ME DEIXAR EM PAZ
aquele desconforto, os bonequinhos
divididos em dois times:
o que foge, sempre,
e o que acha que agora vale a pena esperar
aquele desconforto
que me deixou inquieta o dia todo,
misturando conversas e detalhes
talvez... a teoria continua inacabada
e se...
dessa vez eu não sei.
um rosto, rindo
estupidamente
e sem parar
esse rosto se
repete
na janela, na parede, no teto, na
maçaneta da porta,
no meu travesseiro,
por todos os lados
SEM ME DEIXAR EM PAZ
aquele desconforto, os bonequinhos
divididos em dois times:
o que foge, sempre,
e o que acha que agora vale a pena esperar
aquele desconforto
que me deixou inquieta o dia todo,
misturando conversas e detalhes
talvez... a teoria continua inacabada
e se...
dessa vez eu não sei.
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