domingo, 28 de março de 2010

da mágica que a gente perde
a gente perde o sonho
a gente perde o gosto

ficou pra trás o seu rosto
o que nos identificava
o que me dava segurança

ninguém mais ri com
a surpresa
na pressa de se mostrar
no controle

não vejo mais
seus olhos brilharem
em êxtase

do pai que deixa de ser grande
da mãe que não sabe mais de tudo
do irmão que não é mais moleque

a gente se afasta do mundo
pra se sentir mais independente

a gente perde a graça
porque já não é criança

te colocam máscaras
sérias
enquanto o riso sincero
é a imagem do passado

foi-se a infância e foi-se nossa admiração.