quinta-feira, 7 de maio de 2009
Olha, meu bem, é tudo burocracia e no final não vai dar em nada. Vai ficar todo mundo velho, rabugento ou histérico e a palhaçada vai continuar. Eu, por enquanto, não sei o que falar. Tô sem idéia (mentira. O problema é que eu tô achando tudo ruim e batido. Pode não ser, mas pra mim é), tô parada. Os bonequinhos estão deprimidos, sentados no chão, encostados nos cantos. E eu pensando em um dia livre pra tomar dramins. Ou morfina, se alguém me der. Ou qualquer outra coisa que tá na minha cabeça. E na verdade eu nem preciso disso. A boca pequena que fica grande demais, subvalorizando tudo, a mesma quantidade de MAS. Só que agora eu grito, eu fecho a cara e seleciono. Não tô com saco pra tudo isso. Não tô com saco pra nada disso. Curso fodido e eu tendo que falar ah, tá legal, mas tá no início. Cacete. Início de quê? O mundo todo tá sempre no início de alguma coisa, e não evolui. Só pensam que evolui. Fase assexuada. É isso mesmo, eu quero ficar sozinha, bebendo e depois parando pra olhar pro nada, pensando no que eu quiser - porque aqui dentro eles nunca vão entrar - e ignorando o resto. Não é que eu esteja bêbada, meu bem. Eu só não me interessei pela conversa de vocês.
domingo, 3 de maio de 2009
fria, mesmo. não dá muito pra mudar.
há tempos não sei de muita gente.
há tempos não me interesso em saber.
não quero romance, não quero flores nem poeminhas melosos.
mas eu amo muita gente, amo.
e que diferença faz?
não precisa de blábláblá pra me fazer gostar de você.
se eu gosto é isso e pronto.
sem melodrama.
há tempos não sei de muita gente.
há tempos não me interesso em saber.
não quero romance, não quero flores nem poeminhas melosos.
mas eu amo muita gente, amo.
e que diferença faz?
não precisa de blábláblá pra me fazer gostar de você.
se eu gosto é isso e pronto.
sem melodrama.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
if there's a problem, I wanna know
e é de verdade, bem. pode me ligar de madrugada,
eu atendo quando é você.
pode me gritar da janela, se você estiver passando
por aqui. pode cobrar tudo isso,
se eu estiver deixando de lado. você me conhece,
eu sou enrolada. eu sou muito enrolada.
pode brigar comigo, pode me abraçar
quando quiser
(me ajuda?)
a gente combina de sair, a gente vai
beber,
depois a gente vai dançar em algum lugar
(não muito cheio, por favor)
ou então a gente fica conversando. rindo.
vem pro meu quarto que a gente
deita
(no meu chão anatômico)
me ajuda?
eu esqueci o que aconteceu. eu perdi.
não lembro o que eu ia te falar...
mas espera um pouco, que eu já falo.
vou adotar um gato e você
vai ser o pai.
você pode me chamar, sempre.
eu atendo quando é você.
pode me gritar da janela, se você estiver passando
por aqui. pode cobrar tudo isso,
se eu estiver deixando de lado. você me conhece,
eu sou enrolada. eu sou muito enrolada.
pode brigar comigo, pode me abraçar
quando quiser
(me ajuda?)
a gente combina de sair, a gente vai
beber,
depois a gente vai dançar em algum lugar
(não muito cheio, por favor)
ou então a gente fica conversando. rindo.
vem pro meu quarto que a gente
deita
(no meu chão anatômico)
me ajuda?
eu esqueci o que aconteceu. eu perdi.
não lembro o que eu ia te falar...
mas espera um pouco, que eu já falo.
vou adotar um gato e você
vai ser o pai.
- você tá arrepiada.
(não, não tô. tô? tô. porra)
você pode me chamar, sempre.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
aquele fundo da foto, sabe? repara só.
botecão copo-sujo em
primeiro plano.
mas olha ali no fundo, olha o garçon.
viu?
ninguém mais tá olhando pro garçon.
primeiro plano.
mas olha ali no fundo, olha o garçon.
viu?
ninguém mais tá olhando pro garçon.
"ques pernas são essas???"
atrás daquele quadrinho de pin-up
que você me deu
ainda tá sua carta. sua carta
em papel verde,
escrita com caneta preta.
claro, sempre caneta preta.
com aquele
recado na frente
"jamais retire".
que você me deu
ainda tá sua carta. sua carta
em papel verde,
escrita com caneta preta.
claro, sempre caneta preta.
com aquele
recado na frente
"jamais retire".
terça-feira, 21 de abril de 2009
é, menino,
hoje eu sento do seu lado
e te olho sem medo.
você fala e ri
enquanto eu brinco com
seu cabelo,
feliz, feliz.
hoje eu não tenho
preguiça.
a mesa vai ficando cheia
de garrafas
e conversas.
a mesa tá cheia de
segundas intenções.
é, bonito,
eu sou estranha mesmo.
mas você também é.
a gente tá muito perto,
mas hoje eu não
me importo,
hoje eu não tenho
preguiça.
eu não tenho
nojo
de você.
e, afinal de contas...
isso tudo é
só uma
brincadeira.
bonito, você é
estranho.
você me disse que tinha medo de mim.
hoje eu sento do seu lado
e te olho sem medo.
você fala e ri
enquanto eu brinco com
seu cabelo,
feliz, feliz.
hoje eu não tenho
preguiça.
a mesa vai ficando cheia
de garrafas
e conversas.
a mesa tá cheia de
segundas intenções.
é, bonito,
eu sou estranha mesmo.
mas você também é.
a gente tá muito perto,
mas hoje eu não
me importo,
hoje eu não tenho
preguiça.
eu não tenho
nojo
de você.
e, afinal de contas...
isso tudo é
só uma
brincadeira.
bonito, você é
estranho.
você me disse que tinha medo de mim.
sábado, 18 de abril de 2009
o olho do meu tio
o olho do meu pai
meu olho.
a gente parece.
na mesa
nós três conversando
e bebendo
com frio por causa do vento
que vinha lá de fora.
meu tio contando uma
história
bonita sobre
o concerto daquela moto
de 96.
e o olho brilhando
com toda a
paixão.
meu pai falando que não
fez o que queria.
e o olho cansado.
e eu?
eu tava olhando
praqueles olhos cheios
de rugas.
o olho do meu pai
meu olho.
a gente parece.
na mesa
nós três conversando
e bebendo
com frio por causa do vento
que vinha lá de fora.
meu tio contando uma
história
bonita sobre
o concerto daquela moto
de 96.
e o olho brilhando
com toda a
paixão.
meu pai falando que não
fez o que queria.
e o olho cansado.
e eu?
eu tava olhando
praqueles olhos cheios
de rugas.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
a gente tenta
ver o
que quer,
e só
fica remoendo pequenos detalhes
que fariam a
diferença
(pelo menos na nossa
cabeça)
na inocência eu pensava
que havia algo
na inocência eu achava
que eram pra
mim
suas palavras digitalizadas
computador
bendito
que criou a
fantasia
da minha história
maldito computador
que
me disse tchau
com palavras repetidas
que agora
eu já não acho que são
pra mim.
ver o
que quer,
e só
fica remoendo pequenos detalhes
que fariam a
diferença
(pelo menos na nossa
cabeça)
na inocência eu pensava
que havia algo
na inocência eu achava
que eram pra
mim
suas palavras digitalizadas
computador
bendito
que criou a
fantasia
da minha história
maldito computador
que
me disse tchau
com palavras repetidas
que agora
eu já não acho que são
pra mim.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
você tirou
a graça de todo o
resto.
do sexo, das
conversas, da
loucura e
da confusão.
nada mais é tão
difícil, eu
não corro atrás de
ninguém.
pra quê?
vem daí toda a
preguiça. as
críticas constantes.
não me interessa se for tão fácil.
eu preciso de dois pólos
pra me sentir atraída.
minha loucura fazia mais sentido que essa
calmaria.
fazia tanto sentido...
a graça de todo o
resto.
do sexo, das
conversas, da
loucura e
da confusão.
nada mais é tão
difícil, eu
não corro atrás de
ninguém.
pra quê?
vem daí toda a
preguiça. as
críticas constantes.
não me interessa se for tão fácil.
eu preciso de dois pólos
pra me sentir atraída.
minha loucura fazia mais sentido que essa
calmaria.
fazia tanto sentido...
domingo, 12 de abril de 2009
a morte era tão
longe...
nós éramos inocentes,
a falta não nos atingia.
virgens, imunes à dor de não poder
fazer nada para mudar.
enquanto os outros choravam,
nós continuávamos
assistindo à televisão.
agora a gente abaixa a cabeça e pensa
nisso.
a gente implora por
mais tempo.
não precisa me explicar
sua música, meu bem.
só canta ela pra mim,
mais uma vez.
longe...
nós éramos inocentes,
a falta não nos atingia.
virgens, imunes à dor de não poder
fazer nada para mudar.
enquanto os outros choravam,
nós continuávamos
assistindo à televisão.
agora a gente abaixa a cabeça e pensa
nisso.
a gente implora por
mais tempo.
não precisa me explicar
sua música, meu bem.
só canta ela pra mim,
mais uma vez.
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