sexta-feira, 24 de abril de 2009

merci.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

aquele fundo da foto, sabe? repara só.

botecão copo-sujo em
primeiro plano.
mas olha ali no fundo, olha o garçon.
viu?
ninguém mais tá olhando pro garçon.

"ques pernas são essas???"

atrás daquele quadrinho de pin-up
que você me deu
ainda tá sua carta. sua carta
em papel verde,
escrita com caneta preta.
claro, sempre caneta preta.
com aquele
recado na frente
"jamais retire".

terça-feira, 21 de abril de 2009

é, menino,
hoje eu sento do seu lado
e te olho sem medo.

você fala e ri
enquanto eu brinco com
seu cabelo,
feliz, feliz.

hoje eu não tenho
preguiça.

a mesa vai ficando cheia
de garrafas
e conversas.

a mesa tá cheia de
segundas intenções.

é, bonito,
eu sou estranha mesmo.
mas você também é.

a gente tá muito perto,
mas hoje eu não
me importo,
hoje eu não tenho
preguiça.

eu não tenho
nojo
de você.

e, afinal de contas...
isso tudo é
só uma
brincadeira.

bonito, você é
estranho.
você me disse que tinha medo de mim.

sábado, 18 de abril de 2009

o olho do meu tio
o olho do meu pai
meu olho.

a gente parece.

na mesa
nós três conversando
e bebendo
com frio por causa do vento
que vinha lá de fora.

meu tio contando uma
história
bonita sobre
o concerto daquela moto
de 96.

e o olho brilhando
com toda a
paixão.

meu pai falando que não
fez o que queria.

e o olho cansado.

e eu?
eu tava olhando
praqueles olhos cheios
de rugas.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

a gente tenta
ver o
que quer,
e só

fica remoendo pequenos detalhes
que fariam a
diferença
(pelo menos na nossa
cabeça)

na inocência eu pensava
que havia algo

na inocência eu achava
que eram pra
mim
suas palavras digitalizadas

computador
bendito
que criou a
fantasia
da minha história

maldito computador
que
me disse tchau
com palavras repetidas
que agora
eu já não acho que são
pra mim.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

você tirou
a graça de todo o
resto.

do sexo, das
conversas, da
loucura e
da confusão.

nada mais é tão
difícil, eu
não corro atrás de
ninguém.
pra quê?

vem daí toda a
preguiça. as
críticas constantes.
não me interessa se for tão fácil.

eu preciso de dois pólos
pra me sentir atraída.
minha loucura fazia mais sentido que essa
calmaria.
fazia tanto sentido...

domingo, 12 de abril de 2009

uma moto.
um fusca.
um gato.
um cubículo louco cheio de nós.
e um mexidão.

me acompanha?
a morte era tão
longe...
nós éramos inocentes,
a falta não nos atingia.

virgens, imunes à dor de não poder
fazer nada para mudar.
enquanto os outros choravam,
nós continuávamos
assistindo à televisão.

agora a gente abaixa a cabeça e pensa
nisso.
a gente implora por
mais tempo.

não precisa me explicar
sua música, meu bem.
só canta ela pra mim,
mais uma vez.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

eu fui deixando,
deixando,


deixando...











perdi o pôr-do-sol.
perdi tudo.

terça-feira, 31 de março de 2009

por mim,
descasca uma








batata.

terça-feira, 17 de março de 2009

amor

BLÁ-BLÁ-BLÁ.
BLÁ.
blé.


papinho de
amor.

domingo, 15 de março de 2009

"Comecei logo a ficar deprimido.

Não fique, não fique, Belane, disse a mim mesmo.

Não funcionou. Todo mundo estava fodido. Não havia vencedores. Só vencedores aparentes. Todos corríamos atrás de nada. Dia após dia. Sobreviver parecia ser a única necessidade. Não parecia bastante. Não com Dona Morte esperando. Eu ficava puto quando pensava no assunto.

Não pensa nisso, Belane, disse a mim mesmo.

Não funcionou."

C. Bukowski, PULP

sábado, 7 de março de 2009


NÃO TENTEM TIRAR MINHAS CICATRIZES DE MIM.

domingo, 1 de março de 2009

ia ser bom.
finalmente.
por enquanto.

C. Bukowski